Relíquias de uma radioemissora clandestina
O sertão de Alagoas na década de 1960 viu nascer várias emissoras clandestinas porque praticamente era evidente a falta de acesso a meios oficiais de comunicação e uma forte necessidade local de expressão cultural e social. Foi nesse silêncio imposto que nasceram as rádios piratas. Montadas com equipamentos improvisados, muitas vezes escondidas em casas simples ou armazéns, elas surgiam como vozes rebeldes contra a exclusividade dos poderosos. Não havia espaço para o agricultor, para o estudante, para o trabalhador rural nas rádios oficiais. Então, criava-se espaço à força, fora da lei, mas dentro da necessidade de ser ouvido. As emissoras não eram apenas instrumentos de comunicação: eram atos de resistência. No sertão, onde a distância e o isolamento já eram barreiras naturais, a falta de concessões para gente comum reforçava a sensação de invisibilidade. Ao ligar o transmissor de uma emissora clandestina, o sertanejo dizia: “...




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