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A sentença silenciosa dos jumentos

Monumento ao Jumento atualmente, Santana do Ipanema No sertão, cada pedra do caminho guarda a memória de passos firmes e orelhas atentas. O jumento, companheiro de tantas jornadas, foi mais que animal de carga: foi resistência, sobrevivência e parte da alma nordestina. Nos anos 1970, em Santana do Ipanema ergueu-se um monumento em sua homenagem. Não era apenas cimento e areia, mas um gesto de gratidão a quem carregou água, comida e esperança sob o sol inclemente. Um símbolo de que o sertão reconheceu sua dívida com aquele que nunca se negou ao trabalho. Mas hoje, esse mesmo monumento corre o risco de se tornar apenas uma lembrança. Enquanto o mundo gira em torno de mercados e lucros, o jumento desaparece das estradas de terra, vítima de um comércio silencioso que transforma sua pele em mercadoria para indústrias distantes. O animal que sustentou famílias agora é caçado, transportado sem água, confinado em currais superlotados e abatidos em série. Segundo a Revista Pesquisa FAPESP, pesq...

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